sexta-feira, 28 de abril de 2017

mais que tudo

estou tão preocupada.
só consigo imaginar os olhinhos esborralhados, ainda ouço o nariz a pingar e ainda sinto o calor da pele, que de tanto transpirar, já estava avermelhada.
o meu pequenino está doente.
por entre fôlegos lá me diz que está bem e que se sente bem.
só se arma em forte. está tão debilitado e não se queixa, não reclama, não se irrita, nem desagradável uma única e simples vez foi.
mas está abatido, cansado, sem forças e tem mais do que razões para isso.
tudo lhe acontece, já não gastavam as alergias e a inflamação, agora vem a gripe (quando já nem tempo dela é).
oh meu amor, faz-me tanta confusão vê-lo assim. morro por dentro, sorrio por fora.
e mesmo neste estado ainda me sussurra ''adoro-te'', ''tratas tão bem de mim'', quando simplesmente lhe meço a temperatura corporal e o tapo com cobertores, além de lhe dar miminhos como sempre;''levo-te lá fora'', claro amor, porque não estás de pijama nem está uma amplitude térmica de mais de 10ºC entre aqui e lá fora; '''eu estou melhor'', depois de analisar a situação, vejo que o melhor não passa de um simples momento de optimismo.
só mesmo ele, e só mesmo por ele.
só espero que mais uns 3 dias e ele esteja recuperado. totalmente recuperado.
eu sei que não é nada de grave, mas ainda assim fico com o coração nas mãos.
os olhinhos dele nem me mostram aquilo que ele realmente sente e pensa. fica tão debilitado.
mas eu sei que ele é forte e isto é uma questão de tempo. só que, ainda por cima, vou acampar no sábado e no domingo. nem quero imaginar. vai ser uma constante agonia. não vou poder estar presente, confortá-lo e dar-lhe miminhos e beijinhos bons, perguntar o que sente, medir-lhe a temperatura corporal e obrigá-lo a beber muita água quando toma a medicação.
mas vou levá-lo comigo no pensamento. tratarei dele à distância!

como eu o adoro!
«Eu não procurava nada mas ainda assim consegui encontrar-te.»


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