sábado, 23 de agosto de 2014

(in)compatibilidade máxima

por vezes chocamos, por outras entendemos-nos mutuamente. não diria que sejamos opostos, nem eu o norte, nem ele o sul. diferentes personalidades, modos de vida ainda mais distantes. mas a rotina, o hábito e as transformações acontecem. podemos estar longe, podemos até estar demasiado perto. o sentimento que sobressai é o mesmo. falo por mim, e por ele. basta juntar as saudades crescentes a cada dia. o resto é igual. é a falta de querer o outro. a falta de ter o outro por baixo do braço e de o abraçar, de o acarinhar.
nisto não há incompatibilidades. nenhumas mesmas. sentimos o mesmo, queremos o mesmo, mas de diferentes formas. há um lado racional e maturo e outro lado desesperado e instável. porque a saudade aperta. há uma constante vontade de o ter por perto. de o poder tocar. já faltou mais. amanhã faltará menos ainda.

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